segunda-feira, 22 de março de 2010

Convergência e transmídia são os temas da Contracampo

A edição nº 21 da Revista Contracampo, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFF, avaliada como B1 no Qualis da CAPES, está com inscrições abertas até o dia 11 de abril. A temática da edição é convergência e transmídia, e visa refletir sobre a consolidação da cultura da convergência e da implicação na disseminação de narrativas transmidiáticas. Também serão aceitos artigos de temática livre, conforme as normas explicitadas na política editorial.

Todas as informações podem ser encontradas diretamente na página da revista. O envio dos artigos também deverá ser feito on line.

Interin traz dossiê sobre estudos culturais

A Revista Interin, da Universidade Tuiuti do Paraná, trará o dossiê temático sobre Estudos Culturais no primeiro semestre de 2010. Também há espaço para temas livres, resenha ou entrevista. O Qualis da Interin é B3.

Ciberlegenda

Está aberta a chamada para a seleção de textos a serem publicados na Revista Ciberlegenda, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal Fluminense (PPGCOM-UFF). Os
trabalhos selecionados serão publicados na edição de maio de 2010. Esse número estará dedicado às relações entre realidade e ficção nas manifestações midiáticas, especialmente na produção contemporânea.

Os textos deverão ser enviados até o dia 25 de março, pelo site da Ciberlegenda, de acordo com o modelo de formatação e as diretrizes para autores. O Qualis da revista é B3.

Revista Comunicação e Linguagem

A Revista Comunicação e Linguagem, de Portugal, está com o seguinte cronograma:

Nº 41 “Design” – a sair no Outorno de 2010 (publicação)

Nº 42 “Genealogias da Internet: novos media, culturas e artes digitais na Web 2.0.” – Primavera de 2010 (publicação)

Nº 43 “Arte e Técnica” – Outono de 2011 (publicação)

Nº 44 “Movimento” – Primavera de 2011 (publicação)

Nº 45 “Vida digital” – Outono de 2012 (publicação)

Conforme Rita Conde, secretária da revista, é preciso considerar um período de três meses antes da publicação para entrega e avaliação dos artigos. Por exemplo: a RCL nº 42, que sai no Outono de 2010, terá a submissão de artigos finalizada em julho. O Qualis da revista é B2.

O contato é info@cecl.com.pt

Novo ano, nova proposta

O blog do POSCOM da UFSM ficou desatualizado esses últimos meses. Entre os motivos está o envolvimento dos mestrandos em suas dissertações - que tomam bastante, pois necessitam de leituras e reflexão. Por isso, a proposta para esse semestre é apresentar datas, temáticas e contatos de publicações científicas em comunicação, bem como informações dos principais eventos da área. Assim, o blog torna-se um caminho para quem busca publicar seus artigos e, também uma forma de exercermos a inteligência coletiva. Dessa forma, para que tenhamos mais informações precisamos que todos colaborem quando possivel.

Grande abraço e bons estudos em 2010 para quem fica, para quem vai e para quem começa.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Meios: expressão social da experiência?

Um suporte material? Uma linguagem, um signo, um código, uma mensagem, uma instituição, uma técnica, uma expressão social? Afinal, o que é um Meio de Comunicação (MC)? Esta pergunta foi o tema da palestra do pesquisador e professor da UNB Luiz Cláudio Martino (foto), na aula Magna do Mestrado em Comunicação que ocorreu na quarta-feira, dia 11, no auditório do CCSH. A atividade foi promovida pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFSM.

Conforme Martino, quando se tenta definir o que é um meio de comunicação, vem à mente a idéia de transmissão, palavra que não dá mais conta do conceito de MC, que é bem mais complexo. Para MacLuhan, segundo Martino, os MC poderiam ser simulações tecnológicas do homem. Poderiam ser, também, simulações de uma capacidade mental.

Martino chamou a atenção para o fato de que os MC alteram as condições da experiência humana; de tempo e espaço, por exemplo. Os meios são moldados a partir dos usos sociais, "alteram e alargam nossa experiência".

O que já é de concordância de todos é de que as notícias são uma construção social. Os acontecimentos são moldados para gerar um valor, para gerar um cotidiano comum a todos. Os MC compõe a organização social e um acontecimento só "acontece" quando divulgados ou noticiados pelos meios de comunicação. Conforme Martino, os MC "são a expressão social da experiência".



Luiz Cláudio Martino tem "só" três mestrados enquanto nós, colegas tentamos, aos trancos e barrancos, fazer só um:

Luiz Cláudio Martino possui graduação em Psicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); mestrado em Comunicação pela Escola de Comunicação da UFRJ; mestrado em Psicologia pela Fundação Getúlio Vargas e UFRJ; mestrado em Ciencias Sociales, Cultures et Comportaments na Université de Paris V e doutorado em Sociologia na Université de Paris V. Atualmente é professor da Universidade de Brasília e coordenador do Programa de Pós-Graduação da instituição. Atua em pesquisa nas áreas de Teoria da Comunicação, Epistemologia da Comunicação, Meios de Comunicação e Metodologia de Pesquisa.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Mídia: espetáculo, sensação, monstruosidade

A mídia, suas complexidades e problematizações, foram os temas das palestras de Moisés Martins e Jean-Martin Rabot, pesquisadores do Centro de Estudos em Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho (Portugal), que estiveram, no dia 06 de novembro, no II Ciclo de Debates "Mídia e Sociedade", na UFSM.

O evento foi promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM) da Universidade, com apoio do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da PUCRS, e teve a participação de estudantes e professores universitários da Comunicação e de outros cursos

Moisés Martins falou sobre “Espaço Público e Media: da crise do Estado à crise da cultura”. Para ele, "nossa cultura é a da comunicação generalizada" gerada pelas novas tecnologias de comunicação e informação. Conforme Martins, vive-se num tempo acelerado e numa cultura acelerada. Neste ambiente, techné e bios se fundem e determinam a cultura e o modo de vida da atualidade. Vive-se, nas palavras de Martins "o princípio de estetização do mundo" e tudo é convertido em emoção, que é controlada pelas tecnologias. Nesse sentido, a mídia provoca as sensibilidades humanas, transverte os conteúdos em euforia, sensações e emoções. Um exemplo é a exposição pública da dor privadas, as notícias sobre acidentes, tragédias, dramas humanos. Enfim, é o espetáculo que rege as lógicas midiáticas. Como Martins afirma, o discurso sensível, efervescente e comovível substitui o discurso objetivo e frio do jornalismo referencial. O que se impõe é a lógica do pathos, do animus, da paixão. Na opinião do pesquisador, é preciso pensar em uma ética para a mídia.

"A liberdade é a incerteza". Com essa frase, Jean-Martin Rabot, deu início à sua palestra sobre “as figurações da monstruosidade nos media”. Para Rabot, a monstruosidade, apesar de trazer referências a algo externo, é uma característica ancorada no homem. Ele lembrou que os monstros nos remetem a elementos negativos, figuras combatidas pelo herói grego, por exemplo. "O monstro é a figura invertida do herói". Na opinião do pesquisador, apesar das histórias separarem o herói do monstro, o bem e o mal estão interligados e incorporado em um só ser. A religião, o politeísmo e outras culturas mostram essa fusão que inclui a monstruosidade. Para Rabot "o monstro está em nós" e isso explica as figurações e representações presentes na mídia.


(Na foto, a turma 2009 do Mestrado do PPGCOM, as professoras Eugenia e Ada Cristina, e os portugueses)